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Pneumonia é uma doença mundial

Ainda não dá para respirar aliviado:
Mas os médicos, ao menos, já sabem como agir caso a pneumonia asiática chegue pra valer ao Brasil. A doença continua provocando estragos mundo afora.

A pneumonia asiática está ganhando as manchetes dos jornais no mundo todo. Não à toa. Até o inicio de maio, aproximadamente 6 mil casos —  com mais de 400 vítimas fatais — haviam sido notificados à Organização Mundial da Saúde (OMS). Na China e em Hong Kong, regiões em que a epidemia alcançou proporções alarmantes, os governos locais foram obrigados a fechar escolas e interditar cinemas e teatros, entre outras medidas drásticas. Por lá a preocupação beira a histeria. De fato, a infecção, também conhecida como Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Severa), não deve ser menosprezada. A nova pneumonia pode matar até 6% dos pacientes.
A esta altura, você deve estar torcendo para que o problema não cruze as nossas fronteiras. Felizmente, apesar da avalanche de más notícias, os especialistas acreditam ser pouco provável um estrago semelhante em território brasileiro. “Mesmo que algumas pessoas contaminadas cheguem ao país, o risco de a pneumonia se alastrar é pequeno”, aposta o infectologista Domingos Alves Meira, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, interior de São Paulo. Na pior das hipóteses, regiões metropolitanas como São Paulo e Rio de Janeiro, que vira e mexe recebem gente de outros cantos do globo, seriam as mais afetadas. Se isso acontecer, existem medidas simples que ajudam a evitar a propagação do coronavírus, o agente causador da Sars (veja o quadro à direita).

O alerta mundial foi disparado em fevereiro deste ano. Após surtos na China, em Hong Kong e no Vietnã, a OMS decidiu investigar a doença misteriosa que começava a se alastrar rapidamente pela Ásia. No início os cientistas chegaram a desconfiar de uma supergripe, mas a possibilidade foi logo descartada. Em algumas semanas, a nova pneumonia aterrissava na cidade de Toronto, no Canadá — cidade que recebe um número grande de chineses.
Nos meses seguintes, cientistas de vários países — Estados Unidos, Canadá, Alemanha, entre outros — uniram forças e criaram uma espécie de laboratório virtual de pesquisa. A intenção era desmascarar rapidamente o microorganismo responsável pelo mal. Deu certo. No começo de abril, o vilão foi finalmente identificado: faz parte da família dos coronavírus e é primo do causador do resfriado. O que não se sabe ainda é como ele surgiu. “A hipótese mais aceita é a de que tenha sido transmitido por animais”, conta o virologista Armando Ventura, da Universidade de São Paulo. “Em contato com seres humanos, o vírus pode sofrer mutações e tornar-se perigoso.”

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