As nossas roupas devem ser amplas, permitindo as correntes de ar sobre a pele, e os abafos não devem ser usados interiormente mas sim superficialmente, substituindo as camisolas pelo sobretudo (*).
Sobre a pele deveremos usar roupas de linho ou algodão, nunca de lã, para facilitar a absorção das matérias expulsas pelos poros.
A terra, que é um acumulador de energias vitais, ao mesmo tempo que um agente de purificação pela sua faculdade absorvente e transformadora das matérias decompostas, deveria estar, senão constantemente em contacto com os nossos pés, que seria o ideal, pelo menos um bocado cada dia, sendo muito útil, ao levantar-se, andar sobre a terra húmida ou sobre o orvalho da relva, procurando em seguida a reacção por meio de uma activa marcha.
Os sapatos devem ser largos e de material poroso, não se compreendendo o absurdo em que caem algumas pessoas de usar solas de borracha que impedem as correntes eléctricas e magnéticas, que devem passar através do nosso corpo para purificá-lo e vivificá-lo.
Uma das causas da falta de Saúde nas cidades e, sobretudo, entre as mulheres, está na falta de cuidado da pele, a qual, impossibilitada de realizar as suas funções, mantém um estado de impurificação interna, fonte permanente de males.
O meio mais simples e ao alcance de qualquer, para activar as funções da pele, está na fricção diária com água fria, ao saltar da cama, para o que basta uma toalha mais ou menos embebida em água fria que se passa por todo o corpo desde o pescoço até os pés, sem esfregar, vestindo-se sem secar e voltando assim à cama até que desapareça a humidade.

