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A ginástica facial

A ginástica facial é uma boa opção para combater as rugas e aflacidez. Sete especialistas explicam por quê:

Ninguém duvida dos efeitos de um bom creme anti-rugas. Da plástica, muito menos. Mas quando a pergunta é sobre as caras e bocas na frente do espelho muita gente torce o nariz. À toa, diga-se. Dos sete profissionais ouvidos pela SA ÚDEl, sete concordaram que fazer caretas todos os dias pode render uma bela surpresa na pele e nos músculos da face. “Em três meses há uma melhora de 30% a 90% no aspecto”, garante a fonoaudióloga Vera Mendes, do Espaço Odara, em São Paulo. Ela fala com conhecimento de causa. Vera aplicou a técnica em um grupo de 12 mulheres entre 30 e 70 anos e analisou os resultados.
Animado? Calma lá! Não adianta correr atrás de um livro de exercícios, do tipo receita de bolo. O primeiro passo é procurar um especialista. “O programa só funciona quando é personalizado”, avisa a esteticista Denise Rodrigues Ribeiro, de São Paulo. É que cada um de nós tem formas bem particulares de movimentar o rosto. Uns arregalam os olhos, outros fazem cara de preocupação o tempo todo… Essas repetições acabam marcando diferentemente a pele — daí vêm as rugas de expressão.
Uma das funções da ginástica facial é identificar os movimentos nos quais o indivíduo, sem perceber, costuma insistir para, digamos, desprogramar esse padrão. “Se for encarada como uma reeducação das feições, ela poderá ajudar”, opina o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo.
Aplique uma boa dose de hidra-tante no rosto, faça uma massagem e você está pronto para a sessão de caretas — que deve ser um ritual diário, lembre-se. Do contrário, o esforço será em vão. Só nota a melhora na aparência quem tem disciplina. “Os exercícios reforçam o tô-nus muscular”, indica o cirurgião plástico mineiro Carlos Eduardo Guimarães Leão, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que ensina a técnica em seu consultório.
A conseqüência é direta: um músculo firme acomoda melhor a pele — que, aliás, sai ganhando também por outro motivo. “A ginástica ativa a circulação sangüínea local e, portanto, a oxigenação das células cutâneas”, acrescenta a dermatologista goiana Lia de Castro, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Só não vale aumentar o número de repetições por conta própria. “Esses músculos são delicados e se passarem por um esforço exagerado podem acabar fatigados”, alerta Márcia Mari-ani, fisioterapeuta de São Paulo. Daí o tiro sai pela culatra. Apesar de ser um recurso a mais para os vaidosos de plantão, a ginástica facial não faz mágica, muito menos quando o indivíduo não toma outros cuidados. “Ela é um coadjuvante e não resolve casos muito graves de rugas e flacidez”, pondera Lia de Castro.

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