Salvo intoxicação com ar viciado, toda a doença, qualquer que seja o seu nome ou manifestação, sempre se origina e se mantém por desequilíbrio térmico do corpo, de intensidade variável. Repetimos, a febre interna produz a putrefacção dos alimentos, os quais, corrompendo-se em vez de nutrirem, envenenam o organismo.
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Doenças pele
A pele, verdadeiramente segundo pulmão e rim, também se incapacita para desempenhar as suas funções por falta de normal irrigação sangüínea na superfície do corpo, devido à congestão das vísceras febris. Vê-se, pois, o transtorno geral que sofre o funcionamento da máquina humana pela febre gastrintestinal, própria de todo o doente, em grau variável.
Cuidados com a pele
As nossas roupas devem ser amplas, permitindo as correntes de ar sobre a pele, e os abafos não devem ser usados interiormente mas sim superficialmente, substituindo as camisolas pelo sobretudo (*).
Sobre a pele deveremos usar roupas de linho ou algodão, nunca de lã, para facilitar a absorção das matérias expulsas pelos poros.
A terra, que é um acumulador de energias vitais, ao mesmo tempo que um agente de purificação pela sua faculdade absorvente e transformadora das matérias decompostas, deveria estar, senão constantemente em contacto com os nossos pés, que seria o ideal, pelo menos um bocado cada dia, sendo muito útil, ao levantar-se, andar sobre a terra húmida ou sobre o orvalho da relva, procurando em seguida a reacção por meio de uma activa marcha.
Os sapatos devem ser largos e de material poroso, não se compreendendo o absurdo em que caem algumas pessoas de usar solas de borracha que impedem as correntes eléctricas e magnéticas, que devem passar através do nosso corpo para purificá-lo e vivificá-lo.
Uma das causas da falta de Saúde nas cidades e, sobretudo, entre as mulheres, está na falta de cuidado da pele, a qual, impossibilitada de realizar as suas funções, mantém um estado de impurificação interna, fonte permanente de males.
O meio mais simples e ao alcance de qualquer, para activar as funções da pele, está na fricção diária com água fria, ao saltar da cama, para o que basta uma toalha mais ou menos embebida em água fria que se passa por todo o corpo desde o pescoço até os pés, sem esfregar, vestindo-se sem secar e voltando assim à cama até que desapareça a humidade.
A limpeza interna
A limpeza que devemos ter não se reduz apenas à nossa pessoa, mas bém a quanto nos rodeia. A casa em que habitamos deve estar livre de ai lações de pó ou matérias estranhas, até o último canto, e deve ser devida arejada e soleada, especialmente o quarto de dormir, não esquecendo aquel popular: «Onde não entra o sol entra o médico».
O quarto de dormir não deve conter mais móveis do que a cama, uma ca uma mesa, não guardando nele as roupas usadas que estão carregadas de e: ções insalubres.
Para manter a limpeza interna, uma pessoa normalmente saudável < fazer todo o ano e diariamente a sua ablução com água fria, ao acordar, e com a janela ou a bandeira aberta, fazer jejum de frutas ou saladas e evite comidas produtos animais, principalmente carne e excitantes, mentadas, chá, café, tabaco, etc.
Tratando-se de adultos que vivem a vida da cidade, estes terão na : «Lavagem do Sangue» o recurso indispensável para manter a pureza do organismo.
A Respiração
Dizia Hipócrates: «O ar puro é o primeiro alimento e o primeiro medicamento».
Com efeito, tem havido homens, como, por exemplo, o tão falado alcaide de Cork, na Irlanda, que, fazendo a greve da fome na prisão, prolongou 72 dias a sua existência sem consumir alimento algum, bebendo apenas água.
Pelo contrário, ninguém ainda pôde manter a sua vida sem respirar durante 8 ou 10 minutos, o que nos está demonstrando a sabedoria do preceito hipocrático.
Desgraçadamente, parece que, na prática, o homem não se capacitou ainda da importância que o ar tem como fonte de energia vital, pois, nas cidades principalmente, vive-se fugindo do ar puro e buscando o ar confinado e impuro das habitações, teatros, clubes, tabernas, etc.
Como alimento, o ar puro abastece a maioria das nossas necessidades fisiológicas, de tal modo que no campo, nos bosques, nas montanhas ou nas praias se pode viver, principalmente de Ar e, secundariamente de alimentos destinados ao estômago. Compreende-se assim a frugalidade dos camponeses que, apesar dos seus rudes trabalhos e enérgico desgaste físico, vivem sãos com um pão integral e um prato de feijões por dia.
Ao contrário, nas cidades onde o ar como alimento não reúne as excelências do ar puro, para manter a energia vital, o homem necessita de sobrecarregar o estômago de alimentos, os quais por má escolha, mantêm um estado geral de insuficiência vital.
O ar deve entrar na nossa economia por duas vias: pelos pulmões e pela pele.
A pele é um segundo pulmão, ao mesmo tempo que um segundo rim, absorvendo normalmente a 4.a ou 5.a parte do oxigênio de que necessitamos e expelindo em análoga proporção os desperdícios do nosso desgaste orgânico.
Para que a pele desempenhe as suas funções, é indispensável que esteja em contado directo com a atmosfera ou pelo menos que esta se renove sobre aquela, e daí a importância dos banhos de ar e o prejudicial uso de camisolas e roupa apertada ao corpo.










