A alteração, maior ou menor, do tecido iridiano na zona do estômago e intestinos, denunciada por desagregação das suas fibras ou esponjamento, revela um processo inflamatório e mais ou menos congestivo das mucosas e paredes do estômago e intestinos.
Toda a congestão, alterando a irrigação sangüínea, debilita a vitalidade dos tecidos áfectados por desnutrição e intoxicação das células. Daqui se deduz que o processo inflamatório e congestivo, que em grau variável afecta o estômago e intestinos de todo o doente, significa debilidade funcional destes órgãos e também calor anormal neles contido.
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Doenças do sistema digestivo humano
Doenças do aparelho digestivo
Doenças do aparelho digestivo.
A íris cofirma de forma evidente esta afirmação, de tal modo que no tecido iridiano de todo o doente, qualquer que seja a sua doença, aparece a zona corres-pondenfe ao tubo digestivo mais ou menos alterada por irritação ou inflamação dos seus tecidos. Da zona digestiva parte sempre a ofensiva anormalizadora para qualquer órgão ou parte do corpo afectado por determinada doença.
Este facto pode ser comprovado por qualquer pessoa que se sinta doente e qualquer que seja o nome do seu mal. Será suficiente que num espelho obserne a íris dos seus olhos e comprovará que em redor das pupilas se apresenta um tecido mais ou menos esponjoso, de cor amarelenta ou mais escura, em que o tecido iridiano se dispersa, fazendo contraste com o resto que se apresenta mais ou menos liso, compacto e de cor mais uniforme. Além disso, a circunstância de que na íris a zona correspondente ao tubo digestivo ocupa o centro em redor do qual ficam os demais órgãos do nosso corpo, demonstra-nos a importância fundamental que a função digestiva tem na nossa economia orgânica.
Função digestiva
A constituição e funcionamento do nosso corpo dependem tão fundamentalmente da função digestiva, que podemos afirmar que a digestão constitui o centro de todas as actividades orgânicas e que da natureza deste processo depende o estado de Saúde ou de doença do nosso organismo.
Somos um aparelho digestivo com membros, e é no ventre que se elabora a Saúde e se origina a doença, qualquer que seja o seu nome ou manifestação.
Não há doente com boa digestão, como não pode existir homem são com digestão cronicamente perturbada.
A má digestão pode apresentar-se sob dois aspectos: má elaboração ou má eliminação. Pode-se ter elaboração estomacal sem incômodos, mas reter os excrementos 24 ou mais horas no ventre; pelo contrário, a elaboração estomacal pode ser feita com desenvolvimento de gases ou ácidos e evacuar-se o ventre de 8 em 8 ou de 10 em 10 horas, o que é normal.
Toda a doença tem sempre como origem e fundamento um desarranjo agudo ou crônico da função digestiva.
Nutrição intestinal
Nutrição intestinal.
O tubo digestivo começa na boca e termina no ânus. Assim, também o processo digestivo começa na boca, com a mastigação e deglutição dos alimentos, e termina com a expulsão dos resíduos inúteis.
Além da boca, no aparelho digestivo temos o esófago, que é o canal que une a boca com o estômago (sendo este a parte mais larga do tubo digestivo); o intestino delgado e, por último, o intestino grosso.
É no intestino delgado que se efectua a parte principal do processo digestivo preparado antes na boca e no estômago.
Dicas para saude
O debilitamento funcional da pele, incapacitando o organismo de expulsar as matérias mórbidas pelos seus milhões de poros, leva às mucosas do interior as ditas substâncias estranhas, as quais pela sua acção ácida e irritante produzem inflamações e congestões internas, causa de afecções dos pulmões, estômago, intestinos, coração, rins, sistema nervoso e circulatório, etc. É assim que os desarranjos digestivos se agravam e -se mantêm por debilitamento das funções da pele.
Compreende-se, então, que para aliviar os órgãos nobres do nosso corpo, o caminho mais lógico e seguro é activar a pele, derivando para ela a congestão e as impurezas do seu interior, o que se consegue estimulando a superfície do corpo por meio do frio do ar ou da água para obter reacções térmicas. Também o Sol, o vapor e a terra são agentes que actuam sobre a pele, derivando para os poros as matérias mórbidas do interior do corpo.
Interação medicamentosa
O fanatismo médico hoje imperante e o culto pelas drogas, soros, vacinas, injecções, raios X, rádio e operações cirúrgicas devem desaparecer abrindo o homem os olhos à luz da lógica e da razão que nos diz que a Saúde não pode ser o resultado de agentes mortíferos como o veneno, base de tônicos, drogas e injecções e o bisturi que extirpa o que não pode curar. O mesmo pode dizer-se do fego, da electricidade, e, pior, do rádio.
A medicina medicamentosa, convertida na arte de caçar micróbios dentro do corpo humano, esquece-se do organismo em que opera, ameaçando a sua vida com os tóxicos que nele introduz.
Para que o leitor aprecie a diferença de critério que guia os diversos sistemas de curar, vamos dar um exemplo.
Dor de cabeça
Temos, por exemplo, uma dor de cabeça: a pessoa afectada recorre à aspirina, ou mesmo a qualquer outro preparado farmacêutico terminado em «ina», e ingerindo o «medicamento», ao fim de pouco tempo notará a desapariçâo da sua dor. «Curou-se» a doença da cabeça? Não, porque não se afastou a causa, que sempre é interna, e a sua origem está no ventre; mas a dor, que era reacção defensiva da Natureza, desapareceu por envenenamento da célula nervosa, cuja actividade, manifestada na dor, foi paralisada pela acção deprimente do tóxico injectado ou ingerido. Neste caso os nervos sensitivos perderam a direcção das suas funções como sucede a um bêbedo que se incapacita para andar, ver, falar e sentir normalmente por intoxicação alcoólica.












