
O errado conceito de Saúde que a medicina profissional nos dá, em lugar de favorecer a expulsão de matérias nocivas, aumenta estas agregando venenos que a farmácia oferece sob a forma de drogas, vacinas, soros, injecções e agentes mortíferos como o fogo, a electricidade e o rádio, destruidores da vida.
Bem podemos afirmar que hoje o homem não morre mas sim envenena-se. Os laboratórios da morte são: a cozinha que prepara despojos cadavéricos como alimento do homem, e a farmácia que elabora venenos e imundícies como remédios para os nossos males.
Tão anormal é tudo isto que a vida do homem civilizado é uma prematura morte no caminho, que nos mantém em perpétuo soçobrar e não nos permite o gozo de viver.
A morte natural, cerca dos cem ou mais anos, é quase desconhecida nestes tempos em que o termo médio da vida não chega à terça parte deste período.
A morte natural que chega como o termo aprazível de um dia de trabalhos que o homem fatigado e desejoso de repousar aguarda como um descanso necessário, não é o termo duma Vida rebelde em conflito constante com a Natureza e suas leis imutáveis.
Vivemos à margem da Lei Natural e com isso preparamo-nos para uma morte violenta, prematura, dolorosa e trágica que, como nuvem negra, se fecha sobre as nossas cabeças todos os dias, ameaçando constantemente a nossa tranqüilidade.
Vivemos intoxicando-nos e morremos envenenados.