A medida que se recorre às drogas, o organismo vai-se tornando cada vez menos sensível à excitaçâo do veneno cuja dose é preciso aumentar de cada vez; e insensivclmentc assim se vai caindo na intoxicação medicamentosa que arruina a vitalidade do organismo.
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Dor de cabeça
Temos, por exemplo, uma dor de cabeça: a pessoa afectada recorre à aspirina, ou mesmo a qualquer outro preparado farmacêutico terminado em «ina», e ingerindo o «medicamento», ao fim de pouco tempo notará a desapariçâo da sua dor. «Curou-se» a doença da cabeça? Não, porque não se afastou a causa, que sempre é interna, e a sua origem está no ventre; mas a dor, que era reacção defensiva da Natureza, desapareceu por envenenamento da célula nervosa, cuja actividade, manifestada na dor, foi paralisada pela acção deprimente do tóxico injectado ou ingerido. Neste caso os nervos sensitivos perderam a direcção das suas funções como sucede a um bêbedo que se incapacita para andar, ver, falar e sentir normalmente por intoxicação alcoólica.
Intoxicação medicamentosa
Sendo a vida actividade nervosa, o agente que deprime e aniquila esta actividade, como o veneno de drogas ou injecções, não é elemento de vida mas de morte.
Mas assim como os inimigos mais perigosos, para desenvolverem a sua acção come çam por acariciar a sua vítima, assim também os venenos das drogas enganam c atrai-çoam os doentes com um passageiro bem-estar que antes ou depois se transforma em maior mal, até aniquilar a própria Vida.
Das enfermidades que podem afectar. uma pessoa, nenhuma há mais perigosa e rebelde do que a intoxicação medicamentosa.
Medicina farmacêutica
Tem-se ido tão longe no caminho da medicina farmacêutica que é freqüente descobrir pelo exame da íris, uma doença não considerada pelo médico: a intoxicação medicamentosa.
É de tal gravidade este mal, cm que insensível e inconscientemente caem algumas pessoas, que nos tem sido freqüente observar íris de boa contextura num organismo mais ou menos paralisado no seu funcionamento por obra da acção deprimente da vitalidade orgânica que caracteriza todo o tóxico.




