A vida urbana oferece-nos exemplares de indivíduos prematuramente envelhecidos que, ainda antes dos quarenta anos, apresentam figuras cheias de gorduras e rostos cadavéricos ou biliosos. Nesta idade em que ao homem de trabalho geralmente sorri a fortuna, para a desfrutar é preciso pôr em prática um regime eliminador que assegure a sua existência, afastando a morte por intoxicação.
Estes doentes crônicos, geralmente ignorados por carecerem de sintomas agudos, nada têm que esperar da medicina medicamentosa cujos artifícios não resistem ao mais ligeiro exame que analise os seus «benefícios» para a Saúde, que é normalidade funcional do corpo.
O homem que no meio da sua vida não sabe ser o defensor da sua própria Saúde, perdeu a direcção do seu destino e ver-se-á tomado por interesses que prosperam com a sua ignorância em matéria tão fundamental. Os mesmos órgãos que servem para nos nutrir, como são os pulmões, pele e intestinos, também nos permitem a expulsão das matérias residuais ou inúteis ao organismo; além disso, temos os rins, que são órgãos exclusivamente de eliminação.
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Sintomas de intoxicação alimentar
Substâncias tóxicas
Com efeito, no organismo o tóxico gasta a sua actividade nervosa e esgota as suas reservas vitais. À medida que são expulsos os venenos, diminui o estímulo nervoso, e o corpo descansando da sua prejudicial excitação, procura recuperar o gasto antecipado das suas energias. Não é, pois, «debilitamento», senão «recuperação» vital, o que significa a depressão que o doente sente ao passar do tratamento medicamentoso intoxicante para o regime desintoxicante, por actividade eliminadora da pele.
Morremos intoxicados, porque a impurificação orgânica que prepara a morte rebaixa a nossa potência vital. Daqui se conclui que os tóxicos debilitam-nos e com a sua eliminação nos robustecemos, ainda que passageiramente nos sintamos deprimidos. Drogas, soros, vacinas, injecções, raios X ou rádio, acabam por paralisar a energia vital, único agente curativo.
Prevenção de doenças transmissiveis
Tumores e manifestações qualificadas de tuberculose, cancerosas e gangre-nosas, são a última fase do desenvolvimento orgânico a que se chega combatendo os sintomas da alteração da Saúde, sem eliminar a sua causa, a qual está sempre filiada nos desarranjos digestivos que caracterizam o estado de doente por crônico desequilíbrio Térmico do corpo.
Já que a vida da cidade nos impõe diária impurificação orgânica, é imprescindível procurar o caminho das eliminações mediante actividade da pele em conflito com o frio do ar ou da água, com exercício ao ar livre e com a minha Lavagem do Sangue por meio do vapor ou do sol.
Não esqueçamos que, mantendo a pureza e normal circulação do sangue mediante normalidade funcional do corpo, evitaremos os achaques da velhice e a morte repentina.
Sobre este ponto convém advertir que quando o corpo se desintoxica demasiado rápido, pode sentir falta de forças e de disposição para o trabalho. O que erradamente se atribui a «debilitamento», é antes «recuperação» da vitalidade orgânica.
Doenças causadas por bactérias
Com o nome de «abcesso» é designada uma úlcera artificial que geialmente se abre no braço esquerdo e se mantém activa e supurante por meio de um pedaço de papa de lírio branco que impede a sua cicatrização. Por esta úlcera sempre aberta, o organismo descarrega as suas impurezas, defendendo-se assim da intoxicação. Naturalmente os sistemas que recomendamos nesta obra suprem com vantagem este primitivo procedimento desintoxicante.
Também as defesas naturais mediante crises periódicas fazem com que o nosso corpo se descarregue de matérias tóxicas, provenientes de alimentação inadequada e desarranjos digestivos. Assim se explica o benefício que trazem os de fluxos, catarros, expectoração, fluxos, purgação, diarréias, erupções, cancro, fís-tulas, supurações de toda a espécie, etc.
Drogas, soros, vacinas, injecções, rádio e intervenções cirúrgicas destinados a suspender eliminações das mucosas ou da pele só conseguem impossibilitar as defesas orgânicas e facilitar com isso a intoxicação que aproxima a velhice e antecipa a morte.
Morte por intoxicação
No entanto, as estatísticas registam mortes produzidas por determinadas causas que não são acidente nem velhice. Segundo este facto, morre-se de gripe, tifo exantemático, peritonite, tuberculose, sífilis, diabetes, afecções cerebrais, cardíacas, hepáticas, renais, tumores, cancro, etc. Pois bem, os males referidos, sendo conseqüência de graves transtornos na composição e circulação do sangue, tratados com drogas, vacinas, soros, injecções ou rádio, conduzem à morte por intoxicação ou degeneração.
A vida urbana é uma intoxicação contínua. Vive-se introduzindo venenos com o ar corrompido que se respira em todas as partes; alimentos cadavéricos, cozinhados e industriais mantêm crônicas putrefacções intestinais; roupas justas à pele impedem as eliminações normais pelos poros; e a febre interna debilita progressivamente o funcionamento dos intestinos, pulmões, fígado, rins e coração.
Se vivemos intoxicando-nos e com isso encurtando a Vida, é lógico então procurar a manutenção da Saúde mediante adequadas eliminações dos resíduos inúteis.
Com razão, pois, os nossos antepassados procuravam prolongar a vida estimulando a eliminação pela pele mediante os «abcessos», que chegaram a ser companheiros inseparáveis da velhice.
Intoxicação por alimentos
A morte de velhice ou seja a morte natural, nos tempos que correm é uma excepção porque é o resultado de esgotamento da energia vital passados os cem anos. A morte que vemos todos os dias é antinatural, prematura, violenta e trágica; significa interrupção ou suspensão dolorosa do processo vital.
A morte que corta a vida da criança ainda antes de nascer, que leva o jovem pletórico de ilusões e que detém a carreira do homem em plena potência e actividade, não é preparada pelas leis que regem a vida humana, pois que é o resultado da própria ignorância da vítima c de erros que nos levam a viver em conflitos constantes com a Natureza.
Sabemos que proporcionalmente com o período do seu desenvolvimento, o homem devia ter uma Vida ao redor dos 150 anos. O facto de em todos os tempos e em todos os países se apresentarem casos de longevidade para cima dos 100 anos, confirma o que se disse.
A pessoa que não morre de acidente ou de velhice, só pode morrer de intoxicação por efeito de putrefacções intestinais e deficientes eliminações da pele, rins, intestinos e pulmões. Também a intoxicação por injecções medicamentosas é causa de morte prematura.
Manter a saúde
AS ELIMINAÇÕES DEFENDEM A VIDA.
O homem civilizado vive para comer, enquanto o irracional come para viver. O povo está cada vez mais dependente das horas da comida e despreocupa-se da sua eliminação intestinal, a não ser que se lhe purifique o corpo. É que, para manter a Saúde, é mais importante evacuar o intestino do que ingerir aumentos, porque o ser humano pode viver muitos dias sem comer mas não deve estar 24 horas sem evacuar o seu intestino, porque se envenena. E ainda que nada se coma, cada dia deve evacuar-se um quilo de bile.
Os corpos que não eliminam as suas impurezas envenenam-se e fatalmente morrem.
Passados os cinqüenta anos, no ser humano a Saúde é um problema de desintoxicação.
Sendo a vida actividade nervosa e dependendo esta potência da pureza do sangue, compreende-se a importância que tem purificar o fluido vital com activas eliminações diárias.
No homem só existem três causas de morte: acidente, velhice e intoxicação.
Intoxicação tratamento
Pelo exposto, temos explicado a origem e desenvolvimento de todos os sintomas de falta de Saúde. O sangue impuro produz um estado de desnutrição e intoxicação geral do organismo por pobreza de elementos adequados à vida da célula e abundância de substâncias tóxicas, o que constitui o estado de enfermo. Por outro lado, as reacções defensivas dos tecidos ou órgãos afectados pelas matérias mórbidas dão lugar a congestões e inflamações que caracterizam a chamada enfermidade local.










