O mineral rendeu longos debates ao longo do congresso. Muitos defendem a fluoretação da água porque pode fortificar o esmalte dos dentes e reduzir em até 60% a incidência de cáries. A medida facilita o combate à doença, que pode ser transmitida por gotículas de saliva. Há também os que argumentam que a água com flúor artificial é desnecessária, já que a substância está presente em cremes dentais. O excesso pode causar fluo-rose, doença caracterizada por manchas esbranquiçadas nos dentes de crianças menores de 6 anos. Mais do que um problema estético, cada pedacinho manchado enfraquece a dentição se não for tratado. A OMS determina de 0,6 a 0,8 mg de flúor por litro de água — um teor nem sempre respeitado. Alguns profissionais afirmam que as pastas fluoretadas só devem ser usadas pela meninada com cárie ativa. “E numa quantidade equivalente ao tamanho de um grão de arroz!”, ressalva a odontopediatra Ana Cristina Barreto, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Brasília. Para os pequenos felizardos que nunca tiveram cáries, o creme dental sem flúor é mais indicado — há pelo menos três marcas disponíveis no mercado.
A incidência de cárie é 49% maior nas localidades que não têm água fluoretada, segundo o Ministério da Saúde



