Arquivo da Categoria ‘febre’

Como baixar a febre rapidamente

Afusão aos joelhos.
Esta afusão é aplicada desde os joelhos para baixo, por diante e por detrás, sendo o único processo que não necessita de começar pelo calcanhar direito. O seu efeito é descongestionante do baixo-ventre, pescoço e cabeça, e está indicado nos casos de afecções nos órgãos dessas regiões.

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O que fazer para baixar a febre

Posto, pois, o paciente de costas para a mangueira, começa-se por molhar–lhe a planta dos pés, primeiro a direita e depois a esquerda. Em seguida aplica-se o duche cm forma de ferradura e de fora para dentro, com uma linha que começa do pé direito e sobe até à cintura, voltando a baixar ao mesmo pé. Faz-se o mesmo para a perna esquerda. Outra vez desde o pé esquerdo, sobe à cintura, e, sem levantar o jorro, passa-se para o lado direito e daí para as costas do mesmo lado, donde se sobe em linha recta até o ombro, para baixar pelo braço até à mão direita. Volta pela mesma mão e braço ao ombro direito baixando em linha recta à cintura, donde se desvia para o lado esquerdo, subindo também em linha recta até o ombro esquerdo, passando logo para o braço e a mão para voltar outra vez ao ombro e daí baixar em linha recta à cintura. Desde este ponto se vai subindo e baixando várias vezes pela espádua até recorrê-la inteiramente de um lado a outro no sentido vertical e descrevendo do mesmo modo outras linhas em forma de S que cruzem também a espádua de cima abaixo no sentido transversal, para descer pela perna direita até ao pé. Feito isto, põe-se o doente de frente para o duche e começa-se outra vez desde o pé direito, seguindo as mesmas linhas da parte posterior.
Depois faz-se para o lado direito com o braço bem levantado, aplicando a água desde o pé, pela perna, costas e parte inferior do braço e ao chegar à mão baixa-se o braço até juntá-lo com o corpo seguindo-se a aplicação pela parte superior da mão e braço até ao ombro donde se baixa em linha recta pelas costas até ao pé. Faz-se o mesmo ao lado esquerdo e, finalmente, estando o paciente voltado de costas, o duchista aperta um pouco com o dedo o orifício do tubo e aplica uma chuva miúda em forma de leque, desde os pés à cabeça, seguindo o mesmo para a parte anterior, desde os pés à cara, com o que termina este banho, o qual, parecendo complicado pelas explicações, se torna demasiado fácil e simples para quem tenha um pouco de prática.

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Combate a febre interna

DUCHES E AFUSÕES.
Das aplicações de água fria, as mais enérgicas são os duches e, entre estes, sobressai pela sua eficácia o duche fulgurante ou de agulheta.
Nestas aplicações necessita-se, com maior razão, de acumular calor antes e depois do banho, para assegurar uma reacção térmica duradoura na pele, a qual equilibra as temperaturas do corpo.
Duche fulgurante ou de agulheta. — Como já se disse é este o mais importante dos duches que, agitando profundamente o corpo, desperta enérgica e duradoura reacção térmica na pele, regularizando a circulação do sangue, com o que se combate a febre interna e se descongestionam as vísceras e centros nervosos, favorecendo também activa eliminação das impurezas internas. O seu efeito estimulante fá-lo de incomparáveis benefícios na temporada de calor e quem o usa uma vez dificilmente o esquece.
Recomenda-se a todas as pessoas sãs ou doentes e, especialmente em anemias e nos casos de forte sobrecarga de gorduras, as quais vão pouco a pouco desaparecendo sob a sua acção, que Kneipp compara à de uma varinha que, batendo sobre um vestido, faz sair o pó que este contém.
O duche fulgurante ou de agulheta, como indica o seu nome, deve aplicar-se com uma mangueira que dá saída com força a um fio delgado de água, que se pro-jecta a cinco ou seis metros.
Nos duches, tanto de agulheta como parciais, aplica-se a água seguindo mais ou menos as indicações dadas para a fricção, sendo conveniente nestes começar pelo calcanhar direito, donde o duche sobe lentamente até à parte posterior do joelho e daí segue ao quadril, baixando novamente ao ponto de partida; o mesmo se fará na perna esquerda para repetir a operação pela frente, abrangendo as outras partes do corpo, conforme as aplicações de que se trate, salvo o duche às espáduas e braços, o qual começa pela mão direita, regando apenas os braços e as espáduas.
Todos’ os duches exigem estar com bastante calor no corpo ou, melhor, transpirando, sendo a sua duração de dois a quatro minutos o máximo.
A técnica do duche de agulheta, segundo ensina o Padre Tadeo, é a seguinte:
A duração deste banho será de uns dois ou três minutos. O jorro tem de ser fino e, portanto, o orifício do tubo deve ter um diâmetro muito reduzido. A distância a que deve projectar-se a água será mais ou menos de quatro metros.

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Para baixar a febre

O envolvimento da cintura ou faixa derivativa tem por fim actuar sobre o fígado, rins, intestinos, baço, bexiga e órgãos genitâis, descongestionando-os e purificando-os. Favorece a digestão e assegura sono tranqüilo, aplicado durante a noite.
O pano de Unho ou algodão que se emprega nos envolvimentos, para ser usado novamente deve ser lavado e posto ao sol, a fim de libertá-lo das impurezas de que se impregna; também convém pôr ao sol a manta de lã que se emprega nesta aplicação.
Dormir com calções   úmidos e cobertos com pano seco de lã, é também boa prática destinada a descongestionar a cabeça, pescoço, peito e órgãos génito–urinários.
Compressas — Um pano mais ou menos úmido, tapado com um pano seco de lã e aplicado” a uma parte do corpo é o que constitui uma compressa.
Existem tantas variedades de compressas como partes tem o corpo, mas apenas vamos referir-nos às principais.
Compressa dorsal. — Um pano com duas ou quatro dobras, conforme o calor do corpo, previamente molhado e escorrido, aplica-se desde a cabeça à extremidade da espinha dorsal, abrangendo esta em toda a sua extensão e numa largura de 15 a 20 centímetros mais ou menos, recoberto com um pano seco de lã. O doente deitar-se-á de costas sobre a compressa, mudando o pano úmido cada 15 ou 20 minutos e durante a aplicação, a qual leva geralmente uma hora. Convém que a compressa não se aqueça demasiado porque o seu fim é refrescar e descongestionar os centros nervosos.
O efeito desta aplicação é calmante, pois descongestiona o cérebro e espinha dorsal, convindo a pessoas nervosas, neurasténicas e que sofram de perturbação mental. Pode ser aplicada duas ou três vezes por dia, sobretudo antes da fricção da manhã e ao deitar, conseguindo-se com isso acalmar a excitação nervosa e provocar um sono tranqüilo.
Compressa abdominal. Como “indica o seu nome, esta abrange todo o ventre desde o peito às virilhas c às costas; pode ser feita com duas a quatro dobras, se gundo o calor do doente. O seu fim é refrescar e descongestionar o aparelho digestivo, combatendo a febre, o que a torna muito eficaz para assegurar boa digestão. Convém dormir diariamente com ela e aplicá-la logo após a comida, tendo o cuidado de a conservar bem quente com a coberta seca de lã, mantendo-a com uma faixa de pano em volta de toda a cintura. Recomendo dormir todas as noites com compressa abdominal para assegurar boas digestões, se não se aplica o barro, que é muito eficaz.
Nos golpes, feridas e, em geral, em todos os acidentes deste gênero que afectem o corpo, exterior ou interiormente, as compressas de água fria renovadas, logo que se aqueçam, durante o espaço de uma ou duas horas, descongestionam a parte afectada e favorecem o seu restabelecimento. Naturalmente o barro é melhor.
Envolvimento ao sol. — Quando se quer produzir uma activíssima eliminação pela pele, em lugar da transpiração pelo vapor, pode-se transpirar ao sol, estando envolvido desde as axilas até aos pés, aplicando depois uma fricção fria. É preciso previamente aquecer bem o corpo ao sol e em seguida aplicar o enfaixamento.

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Febre muito alta

Nas febres, os envolvimentos proporcionam inapreciáveis benefícios, refrescando o doente que com isso perde parte do seu anormal calor interno, ao mesmo tempo que elimina as matérias mórbidas causadoras da doença. Quando a febre é muito alta pode fazer-se a fricção e imediatamente aplicar o envolvimento, que, regra geral, se deixará posto durante uma hora.
Para tirar um envolvimento deve-se ter o cuidado de não esfriar o corpo do doente que está com os poros abertos, devendo retirar-se o pano úmido por debaixo dos cobertores, procurando evitar a entrada do ar frio e ficando aquele com o enfaixamento de lã durante mais uns vinte minutos, o qual se retirará com as mesmas precauções.
O envolvimento inteiro convém quando há febre intensa ou intoxicação. O envolvimento longo substitui com vantagem o envolvimento inteiro por ser mais fácil a sua aplicação. O envolvimento médio é o mais recomendável, pois os seus efeitos são profundos, descongestionando os pulmões, fígado, rins, coração e demais vísceras em geral, com o que se favorece o refrescamento e purificação internos.
O envolvimento tem por fim atrair para as extremidades inferiores a congestão do peito e cabeça, descarregando as morbosidades acumuladas nessas regiões.
O envolvimento dos joelhos, além do efeito anterior, actua sobre os órgãos do baixo-ventre descongestionando-os e libertando-os das impurezas que os afectavam.

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Como baixar febre alta

Como em toda a aplicação fria, para fazer um envolvimento deve-se aquecer previamente os pés sc estiverem frios, fazendo exercícios e, se isto não for possível, friecionar dos joelhos para baixo com um pano seco e áspero de lã ou esfregando com urtigas se puder ser.
O modo de proceder é o seguinte: a roupa da cama deita-se para os pés e sobre o lençol de baixo coloca-se um oleado ou papéis para impedir que passe a humi-dade ao colchão; sobre o oleado estende-se uma manta de lã mais ou menos larga, conforme o tamanho do envolvimento e sobre a manta desdobra-se o pano ou lençol molhados, da dimensão necessária, mais ou menos húmido em proporção ao grau de calor do corpo do doente; em seguida este deita-sc sobre o pano molhado, com o qual se lhe envolve o corpo, cobrindo e ajustando depois em cima a manta de lã que deverá impedir que entre o ar, abrigando-se bem com a roupa da cama.
Havendo febre alta, o envolvimento inteiro pode fazer-se durante dois ou três dias seguidos, mas, por regra geral, não convém mais de uma vez por semana, das 11 às 12 horas. Durante a tarde praticar-sc-ão 3 a 6 fricções, de hora a hora.
Os outros envolvimentos podem fazer-se com mais freqüência, sobretudo os mais pequenos, mas deve-se ser prudente em todos os casos para evitar resfriamentos.
O fim do envolvimento é atrair para a pele as impurezas do interior do corpo, fazendo afiuir para ela o sangue e o calor interno, o que se consegue tanto melhor quanto mais quente estiver o corpo e frio o pano ou lençol   úmido.
O frio do pano úmido desperta reacção da pele que se congestiona, calor que evapora a umidade, rodeando assim o corpo de uma atmosfera quente que abre os poros e favorece a expulsão das impurezas internas que são absorvidas pelo enfaixamento. Para comprovar este efeito derivativo, não há mais do que lavar o pano que esteve em contacto com a pele c ver-sc-á que turva a água, não sucedendo o mesmo quando se molhou e espremeu antes da aplicação.
O efeito dum envolvimento é análogo ao de uma aplicação de vapor, pois em ambos a água actua pela sua humidade, podendo o envolvimento inteiro substituir o banho de vapor com a vantagem de, cm lugar de excitante ser calmante, convindo, portanto, a pessoas nervosas.

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Banho de ar frio

Banho de ar frio

Ao contrário do que sucede com as enganosas reacções produzidas pelos venenos das drogas, vacinas, soros, injecções, antibióticos e tóxicos farmacêuticos, que, longe de levarem energias ao organismo, só consomem as suas reservas de força vital, o banho de ar frio acumula no corpo novos elementos de Vida que, extraídos da atmosfera, são absorvidos pelos poros da pele.
As reacções nervosa e circulatória que o conflito com o frio do ar ou da água desperta na pele obrigam o organismo a acelerar as suas funções, incorporando avidamente pelos poros e pelos pulmões energias atmosféricas e também o oxigênio destinado a aumentar a combustão interna de matérias estranhas. Além disso, a maior actividade circulatória do sangue leva aos pulmões, pele, rins, e intestinos os produtos mórbidos para a sua eliminação do corpo. Por fim, a reacção de calor produzida na pele pelo conflito com o frio, atrai à superfície do corpo o calor doentio do seu interior, descongestionando as vísceras. Descongestionando assim o aparelho digestivo, restabeleceremos a temperatura normal, que é condição de boa digestão, desaparecendo a febre interna que produz putrefacções intestinais, origem comum de toda a doença.

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Má nutrição

Má nutrição

Pelo contrário, o banho de ar frio, produzindo conflito Térmico, em que a pele é assaltada pelo frio do ambiente, obriga o organismo a entrar numa reacção geral, opondo calor ao frio. Análogo efeito produz a água fria devidamente aplicada.
Ajudada com movimentos ou exercícios ginásticos, esta reacção térmica do corpo activar-se-á e prolongará a produção de calor animal, o que eqüivale a fortificar a energia vital e favorecer a combustão das impurezas acumuladas no organismo por má nutrição e deficientes eliminações.

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Equilíbrio Térmico do corpo

Equilíbrio Térmico do corpo

Pelo exposto, podemos afirmar que a Saúde não se conquista, mas cultiva-se cada dia mediante o Equilíbrio Térmico do corpo, dc acordo com as revelações da íris.
Segundo este facto, a minha Doutrina Térmica procura a Saúde do homem fora da Patologia e Terapêutica, porque não diagnostica doenças, não dá remédios e tão-pouco cura. Abre-se assim uma nova orientação para conquistar o bem-estar da Humanidade, mediante a normalidade funcional por Equilíbrio Térmico do corpo.

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Temperaturas interna

Temperaturas interna

Priessnitz, com as suas abluções e compressas húmidas; Kneipp, Lust e Padre Tadeo, com os seus jorros dc água fria e enfaixamentos húmidos; Kuhne, com os seus banhos frios ao baixo-ventre e seus vapores; Rikli, com os seus banhos de ar frio e de sol; e Just, com os seus enfaixamentos e cataplasmas de barro sobre o ventre, imortalizaram os seus nomes, realizando milagrosas curas mediante simples aplicações destinadas a equilibrar as temperaturas interna c externa do corpo doente, para assim normalizar as suas funções de nutrição e eliminação.

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