A diferença essencial que existe entre parasitas e micróbios está em que os primeiros se nutrem dos alimentos com que se mantém o indivíduo que os aloja, ou à custa directa do seu sangue e matérias vivas do seu corpo, como sucede com as lombrigas, a triquina, os percevejos, os piolhos e o ácaro da sarna. Pelo contrário, os micróbios desenvolvem-se em putrefacções de matérias orgânicas, os quais requerem ao mesmo tempo substâncias mortas e temperatura de febre. O micróbio nutre-se destas matérias putrefactas cuja desagregação favorece, fazendo no corpo uma obra de saneamento análoga à dessas aves que se alimentam de cadáveres em decomposição.
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Doenças parasitas
Doenças parasitas.
Respirando ar puro, mantendo boas digestões e actividade eliminadora da pele, rins e intestinos, ninguém pode morrer, salvo acidente, ainda que viva entre micróbios.
Enquanto se procura instruir o público acerca dos perigos que o micróbio representa para a vida do homem, pouca ou nenhuma importância se tem dado à acção dos parasitas cuja contaminação é funesta para a Humanidade. Como mais adiante trataremos destes, agora apenas tratamos de um dos aspectos deste tema.
Parasitas intestinais
Em lugar, pois, de combater micróbios no corpo doente, devemos sempre combater a sua febre interna, refrescando as suas vísceras e congestionando a sua pele.
Compreende-se então que a Saúde do homem é questão de temperaturas e Equilíbrio Térmico do seu corpo.
A minha Doutrina reconhece a existência de micróbios e bactérias, mas nega que estes seres sejam causa do desarranjo funcional do organismo que caracteriza o estado de doente, quaisquer que sejam as suas manifestações.
Parasita
Como é aforismo jurídico que onde a lei não distingue, não é Lícito ao homem distinguir, a sabedoria deste conceito no espiritual também é verdade no fisiológico. A imundície que faz adoecer o homem não entra no seu corpo por obra dos micróbios que vêm de fora, senão que ela se elabora nas putrefacções intestinais do seu ventre febril. Estes produtos de corrupção são os que deixam mácula no seu corpo e impurificam o seu sangue.
Segundo este facto, quando ouçamos falar de «infecções» pensemos sempre em «putrefacções» elaboradas no aparelho digestivo febril.
Parasitas
PARASITAS E MICRÓBIOS.
Nada de fora que entra no homem pode fazê-lo imundo; mas as coisas que procedem do homem, essas são as que deixam mácula no homem.
A epígrafe que encabeça este capítulo é argumento concludente contra a teoria da infecção microbiana.
Aos escribas e fariseus que vituperavam os discípulos de Jesus porque comiam com as mãos sujas, sendo eles tão meticulosos no seu asseio para evitar impurifi-car-se, o Mestre Sapientíssimo disse: Nada de fora que entra no homem pode fazê-lo imundo; mas as coisas que procedem do homem, essas são as que deixam mácula no homem.




