Arquivo da Categoria ‘Aparelho digestivo’

Porque a digestão é necessária para o aproveitamento dos alimentos

Com o regime corrente de comidas abundantes e indigestas, má nutrição pulmonar e cutânea e escasso exercício físico, é necessário activar os pulmões com freqüentes respirações profundas e fazer mais enérgicas as funções da pele, expondo-a um momento, todos os dias, à acção tônica e fortificante do frio do ar ou da água para que, em conflito Térmico, se desperte reacção nervosa e circulatória. É preciso também favorecer as eliminações pela pele com a minha Lavagem do Sangue, todos os dias, em homens e mulheres de mais de cinqüenta anos.
Por regra geral fruta crua ou saladas cruas constituirão a única dieta de todo o doente que esteja de cama.
Por fim, tenhamos sempre presente que o melhor regime alimentar fracassará num ventre febril e que, até uma alimentação livre e corrente será fonte de sangue puro, se todos os dias refrescarmos o interior do corpo e tornarmos febril a sua superfície, seguindo com perseverança.

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A digestão começa na boca

O organismo sem Saúde, geralmente não tem as energias suficientes para remover acumulações de matérias estranhas longo tempo retidas no corpo e, às vezes herdadas. Nestes casos é necessário estimular a Natureza e secundar a sua obra purificadora, por meio do conflito Térmico da pele.
Por outro lado, nem ainda com uma alimentação intestinal adequada se evita adoecer na cidade, pois a nutrição pulmonar está alterada com o ar impuro, c a nutrição cutânea sofre por falta de ventilação, por causa das roupas e abafos, o que faz estarmos diariamente impurificando-nos por má nutrição e deficientes eliminações.
Ainda em casos simples, onde a recuperação da Saúde se poderia obter com dieta crua em três meses, o êxito obtém-se na terça parte do tempo, combinando o regime alimentar com banhos dirigidos a refrescar as entranhas do doente e tornar febril a sua pele.
Naturalmente, quanto mais rigoroso for o regime alimentar, mais moderada será a aplicação de banhos.

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Como ocorre a digestão

Resumindo o exposto neste capítulo, temos:
1. A digestão é a base do processo vital e, quando ela é boa, assegura a aude do indivíduo, sendo toda a doença o efeito de más digestões, aeudas ou crônicas.
2. Nos excrementos compactos, inodoros, abundantes e de cor bronzeada lemos um expoente de boa digestão.
3. Todo o regime curativo deve dirigir-se a normalizar a digestão, como caminho obrigatório para voltar à Saúde.
4. A digestão requer: a) temperatura normal do tubo digestivo; b) alimento adequado na base de frutas cruas, oleaginosas e saladas; c) comer com fome; d) mastigação completa e lenta; c) simplificar em cada refeição os manjares, evitando as más combinações de alimentos; /) comer com espírito tranqüilo e alegre.
Que o teu alimento seja a tua medicina e a tua medicina seja o teu alimento», significa curar os doentes pela alimentação racional, pela mesma razão que adoeceram por má nutrição.
Saber nutrir-se é, pois, a melhor higiene e também a ciência de restabelecer a Saúde dos doentes.
Assegura-se por isso, e um autor o expõe resolutamente na sua obra, que apenas o regime alimentício c suficiente para curar todas as doenças, chegando-se até a considerar desnecessária e prejudicial a aplicação de banhos frios e de vapor.
Sem desconhecer a grande importância que para o restabelecimento da Saúde tem um regime de alimentação racional que evite a introdução de matérias estranhas no organismo e purifique o seu sangue, é necessário também combater a febre interior do ventre, comum a todo o doente, em grau variável.

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Afecções gastrointestinais

O porco dá-nos eloqüente lição todos os dias. Come de tudo, e até encher o estômago. Sentindo que o laborioso trabalho do seu aparelho digestivo vai elevar a temperatura interior do seu ventre, apoia este no barro, que procura com afã. Ai repousa até terminar a sua digestão, evitando a elevação da temperatura do interior do seu ventre pelo poder absorvente do calor que o barro possui. Sem barro, os porcos adoecem.
Finalmente, o homem tem a vida do seu aparelho digestivo. Enquanto este funcione bem não se pode morrer senão de acidente. Ninguém morre de tuberculose, sífilis, cancro ou de alguma outra doença, mas sim de más digestões por febre gastrintestinal, aguda ou crônica.

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Desarranjos do aparelho digestivo

Sendo os desarranjos digestivos ponto de partida e apoio de toda a doença, qualquer tratamento curativo deve dirigir-se preferentemente a normalizar a digestão do doente para o que se deve combater a sua febre interna. Isto conseguir-se-a refrescando as suas vísceras, directamente, com banhos frios ao baixo-ventre ou cataplasmas de barro sobre esta região; indirectamente, derivando para a pele o calor interno, mediante reacções desta por aplicações frias de água ou a sua combinação com o calor do sol ou vapor, como na minha Lavagem ao Sangue. Também a irritação da pele que a picadura de urtigas frescas produz, origina febre curativa salvadora em casos de pneumonias, broncopneumonias e paralisias, como se verá mais adiante. A minha longa e própria experiência permitiu-me comprovar que para fazer boa digestão é preciso manter quente a pele do ventre, para o que serve a compressa abdominal e, melhor, o barro sobre todo o ventre, sempre que haja reacção.

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Estômago e intestinos

Insistindo, diremos que a causa estável e fundamental dos desarranjos digestivos reside na temperatura anormal do estômago e intestinos, febre interna que favorece a putrefacção, até de alimentos naturais como frutas e hortaliças.
As infecções intestinais que a medicina facultativa atribui aos micróbios, são putrefacçÕes intestinais, pois resultam de fermentações anormais originadas por calor anormal no interior do ventre.

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Sintomas do doença

Chegando à idade adulta o indivíduo sente que o seu corpo falha com sintomas diversos, segundo a contextura e gênero de vida de cada qual.
Perturbações nervosas, cardíacas, visuais, hepáticas ou renais expostas ao facultativo, são por este atribuídas à acção misteriosa e diabólica do micróbio, quando o exame da íris destes doentes acusa um estado inflamatório e degenerativo dos órgãos da digestão, os quais assim se converteram em laboratório de todos os seus males por fermentações pútridas dos alimentos que, sem nutrir, foram paulatinamente sobrecarregando o sangue de ácidos e substâncias nocivas, causadores dos males que agora o médico atribui ao micróbio.
Uma vez mais se comprova aqui o que já temos dito: somos um aparelho digestivo com membros; e é no ventre que se elabora a Saúde e se origina a doença, qualquer que seja o seu nome ou manifestação.

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Inflamação do intestino

Inflamação do intestino.
Esta congestão das paredes do estômago e intestinos, acumulando maior calor do que o normal, degenera a digestão em fermentações pútridas, com desenvolvimento de gases tóxicos e ácidos corrosivos que, ao mesmo tempo que privam o sangue de substâncias nutritivas carregam o fluido vital de venenos que originam novas irritações, inflamações e congestões, características dos diversos estados patológicos classificados como doenças distintas pela medicina facultativa.

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Inflamação no intestino

O processo de irritação, inflamação e congestão das mucosas e paredes do estômago e intestinos, origem e natureza da febre interna, origina-se paulatinamente desde que o homem deixa o peito materno, em conseqüência dos prolongados esforços digestivos que uma alimentação inadequada implica.
Os alimentos antinaturais requerem um esforço mais ou menos violento e prolongado para a sua elaboração. Este esforço, por reacção nervosa e circulatória, traduz-se em congestão, a qual, repetida diariamente durante a infância, a adolescência e a juventude, se faz crônica, degenerando os tecidos das mucosas e paredes do estômago e intestinos. Os vasos capilares dilatam-se retendo maior volume de sangue do que o normal e, portanto, mantendo temperatura febril em grau variável.
Isto está demonstrado pelo exame da íris de todo o doente, aparecendo o tecido iridiano correspondente aos órgãos, mais ou menos esponjosos, revelando assim o processo inflamatório e congestivo.

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Processo digestivo humano

Para desenvolver-se normalmente, o processo digestivo necessita a temperatura normal do corpo humano que é de 37 graus. Também a elaboração do vinho, para que seja sã, necessita que a temperatura de fermentação das uvas não suba além de certo grau; passado este limite a fermentação degenera em putrefacção, decom-pondo-se o sumo da uva, que se avinagra.
O calor anormal do estômago e intestinos, febre interna, que em grau maior ou menor é característico de todo o doente, favorece a putrefacção dos alimentos com o que o organismo se vê privado de substâncias de que necessita, e em troca incorpora no seu sangue substâncias decompostas, inúteis e prejudiciais. Daqui, que todo o doente é um desnutrido e intoxicado em grau variável.

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