Arquivo da Categoria ‘Alimentos’

Problemas causados pela má alimentação

Aproveitamos a ocasião para fazer notar o inconveniente e prejudicial costume já consagrado de aguardar o parto das mães com algumas galinhas destinadas a preparar caldos substanciais para alimentar a parturiente nos primeiros dias da sua crise. Estes caldos não têm as propriedades alimentícias que o público lhes atribui, pois as carnes não dissolvem na água a albumina que contêm, mas sim os humores e produtos do desgaste orgânico do animal e suas matérias estranhas ao corpo vivo, acumuladas por alimentação antinatural.
Com a alimentação tóxica na base de caldo de galinha, a mãe elabora um leite anormal e laborioso, que prepara as primeiras crises da infância e origina o estado de irritação e inflamação crônica do tubo digestivo, causa comum de toda a doença.
A dieta das mães parturientes deve ser unicamente de fruta crua da estação ou, pelo menos, saladas com oleaginosas ou ovo cozido e picado. Com este alimento vivo e puro formar-se-á leite são, nutritivo e purificador que permitirá à mãe desempenhar com êxito a sua missão.

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Doenças da má alimentação

O abuso do vinho produz irritação nas paredes do estômago e intestinos, o que conduz à degeneração destes órgãos.
Queijo seco é indigesto e favorece o artritismo, produzindo ácido úrico e acidose do sangue. O queijo fresco não tem os mesmos inconvenientes, mas deve ser comido com moderação pelos sãos e nunca pelos doentes e menos ainda os presos de ventre.
O peixe é de fácil putrefacção; em estado fresco é preferível à carne vermelha.
A carne de aves em geral é também menos prejudicial do que a de boi, vaca ou carneiro, mas sempre nociva às pessoas doentes.
Mais prejudicial do que todas as carnes é o caldo de carne ou de ave, pois constitui um produto excrementício análogo à urina; a urina é a lavagem da carne viva do corpo e o caldo é a lavagem dos despojos cadavéricos de um animal cujo corpo começa a decompor-se.

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Um bom alimento e de fácil digestão

Açúcar industrial e doces com ele preparados devem abolir-se como um dos produtos mais prejudiciais à Saúde, pois favorecem fermentações ácidas do aparelho digestivo e produzem acidose do sangue.
O mel das abelhas não tem o inconveniente do açúcar industrial, porque é rapidamente incorporado na economia do nosso corpo transformando-se em fonte de calor e energia muscular. Tão preciosas propriedades tônicas e fortificantes reúne o mel de abelhas, que constituía o alimento favorito dos atletas e gladiadores romanos. No Inverno, o mel deve ser o prato favorito das crianças, especialmente misturado às batatas doces, cabaças ou camotes assados.
O ovo, sempre que seja bem cozido e picado, em combinação com saladas ou acompanhando um prato de folhas verdes cozidas a vapor, é um bom alimento e de fácil digestão; desta forma é recomendado especialmente às crianças.
Chocolate, cacau, chá, café e malte são produtos que estimulam e excitam sem nutrir e devera abolir-se da nossa alimentação.
Todos os temperos como o sal, mostarda, pimentão, pimenta, etc, são sempre prejudiciais à Saúde, pois o seu efeito nas mucosas do tubo digestivo é análogo à chicotada que inflama a pele.

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Alimentos muitos recomendável

O trigo, milho, arroz, aveia, centeio, etc, são mais digeríveis, mas o seu uso deve ser moderado e preparados de mistura com hortaliças. No estado verde são saudáveis e adequados a todas as pessoas. O trigo germinado é alimento muito recomendável, misturado com saladas de folhas verdes. Prepara-se humedecendo os grãos de trigo até que germinem. Nestas condições juntam-se às saldas na proporção de uma ou duas colheres de sopa. Aqui temos as melhores vitaminas que os laboratórios não podem preparar.
As farinhas finas e as massas como talharins são mais ou menos indigestas; para evitar este inconveniente devem misturar-se com folhas verdes e hortaliças em geral.
O pão branco é alimento nocivo como base das nossas comidas e deve ser usado com moderação e, melhor, torrado. O pão de todo o trigo, ou integral, é recomendável sendo bem cozido e também torrado.
Em lugar de leite, recomendamos a coalhada, o queijo fresco ou o iogurte que constituem alimentos sãos para as crianças.

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Boa alimentação com frutas e verduras

Na ordem dos alimentos adequados ao homem, vêm depois as folhas verdes, como couves, talos e folhas de cardo, repolhos, alcachofras, couve-flor, acelgas, espinafres, aipo, etc; raízes, como nabos, rábanos, salsifis, cenouras, beterrabas, batatas doces, camotes, etc; bolbos, como cebolas, alhos-porros, alhos, aipo, cha-lotas, funcho, espargos, etc. Na maioria estes produtos podem ser comidos crus, os outros podem cozer-se a vapor, sem perder a água do cozimento na qual se podem preparar sopas de pão torrado, aveia, etc.
Há outros alimentos provenientes do reino vegetal cujo uso, não apresentando os graves inconvenientes das carnes, deve reduzir-se na nossa alimentação por serem de difícil digestão. Estes alimentos são os grãos em geral e, especialmente, os farináceos secos como feijões, lentilhas, grãos, ervilhas, favas, etc.
No estado fresco ou verde estes produtos são sempre recomendáveis, mas, uma vez secos, são indigestos e favorecem fermentações pútridas. Estes inconvenientes não se apresentam nas pessoas que fazem Vida activa ao ar livre, como o lavrador do campo, cujo estômago os digere bem. Para os doentes, especialmente se estão de cama, são nocivos os farináceos secos já nomeados.

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Propiedades das frutas e verduras

A seguir damos uma lista das propriedades de alguns frutos.
Os morangos, além do seu aroma e gosto especial, têm propriedades antigo-tosas e vermífugas. As espécies silvestres dissolvem as concreções articulares do ácido úrico.
As cerejas fortalecem o sangue, dão boa cor e favorecem a função renal. Os alperces convém às pessoas que necessitam de um tratamento ao mesmo tempo tônico e depurativp.
As ameixas têm virtudes laxativas e purificadoras.
As oleaginosas possuem a propriedade de eliminar do nosso corpo todas as toxinas e de fazê-lo refractário à acção de muitos venenos.
O melão utiliza-se em casos especiais, como emoliente, laxativo e diurético. Esta última propriedade é característica da melancia.
A pêra é muito digestiva.
A maçã é recomendada nas afecções de estômago, bexiga e rins.
A nêspera é laxativa e também anti-diarreica.
A laranja é tônica, calmante e purificadora.
O limão é desintoxicante, adstringente e desinflamante.
O abacate é nutritivo, anti-ácido e laxativo.
A tâmara e o figo são nutritivos em alto grau.
Em resumo, a fruta consumida em quantidade e judiciosamente escolhida é, ao mesmo tempo, alimento e remédio insubstituível.
Tomates c azeitonas entram na categoria das frutas; seguem-se-lhe as cabaças, abóboras, pepinos, beringelas, etc.
Mais propriedades de alguns frutos puede visitar o site plantas medicinais.

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Calorias das frutas e verduras

Aproveitemos os alimentos tal como foram «cozinhados» pela Natureza, vitalizados e carregados de energia pela acção do Sol, cozinheiro incomparável que comunica Vida a tudo quanto esteja sob a sua acção. A cozinha do homem mata, desintegra e degenera os alimentos; a «cozinha» da Natureza vitaliza, acumula energias e amadurece os frutos que oferece ao homem.
Há estômagos tão degenerados que não suportam alimentação crua, como sucede ao alcoolico que nao tolera a agua fresca e cristalina da fonte. Nestes casos.
para realizar a reforma alimentar, deve proceder-se com prudência, começando por mudar o pequeno almoço, depois a merenda e o jantar, e, finalmente, o almoço; antes de um mês ter-se-á conseguido aceitar a mudança de regime.
Acabar com a cozinha é a verdadeira libertação do homem e, especialmente, da mulher; com isso se simplificaria e baratearia a Vida, ganhando-se tempo e Saúde.
As frutas frescas ou secas, como figos, passas, ameixas, etc, ou as saladas de alface, repolho cru, aipo, ou outra semelhante, devem constituir o nosso único pequeno almoço durante o ano, tendo o cuidado de não misturar salada com fruta, nem nozes ou amêndoas com frutas doces. As crianças devem preferir as nozes e o mel de abelhas no Inverno.

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Vitaminas das frutas e verduras

À medida que se restabelece a normalidade, o doente vai recuperando o seu peso e as suas formas, mas já com materiais sãos, provenientes de nutrição normal. Perde-se «peso morto» e recupera-se «peso vivo» e assim se restabelece a Saúde por renovação orgânica.
Frutas e verduras devemos ingeri-las cruas, pois só assim podemos aproveitar os seus elementos vivos e energéticos. Toda a cocção mata a vida orgânica e degenera as substâncias alimentícias, favorecendo fermentações pútridas que impurificam o sangue. Frutas, nozes e saladas de folhas, talos e raízes, no estado cru, manterão a Saúde do corpo ou permitirão recuperá-la, uma vez perdida. Estes alimentos contêm todos os materiais de que necessita o nosso organismo e devem constituir o regime de todo o doente.
Compreende-se, pois, que a alimentação corrente e ordinária do homem civilizado, a «sangue e fogo» e elaborada na cozinha, «laboratório da morte», mantenha a Humanidade presa de doenças crônicas, reduzindo a vida do homem à quinta parte da sua duração normal.

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Boa digestão é necessária

A conveniente mastigação dos alimentos e a sua mistura com a saliva, ou ensalivação, é a base duma boa digestão, pois ao estômago não podemos exigir um trabalho que naturalmente deve fazer-se na boca.
A mastigação apressada ou incompleta e a insuficiente ensalivação são causa de transtornos no estômago, pois este não tem dentes nem segrega saliva, impondolhe penoso trabalho a elaboração de alimentos mal preparados. Com razão, pois, se disse que metade da digestão se faz na boca.
Pelo que acabamos de expor, compreende-se a importância de possuir dentadura sã, a qual se destrói por desarranjos digestivos. Os dentes cariados devem ser obturados e, se isto já não é possível, devem ser extraídos.
Ainda que a intervenção do dentista não seja natural nem necessária vivendo fiel às Leis Naturais, faz-se imprescindível o seu trabalho para evitar a total destruição da dentadura doente e para extrair dentes inúteis, focos de putrefacções que envenenam o sangue.
No que se refere à lenta deglutição, diremos que, consistindo esta no acto de engolir os bocados, a rapidez em fazê-lo fatiga o estômago que se vê obrigado a atacar de uma vez e não parcialmente, o conteúdo alimentício que o repleta. Este esforço também é causa de congestão estomacal que favorece putrefacções intestinais e desequilibra as temperaturas do corpo.
Assim como é preciso assegurar no seu começo o êxito do processo digestivo, é preciso também cuidar de que a sua última fase, a expulsão dos resíduos, se faça de forma conveniente e oportuna.

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A importancia das frutas na alimentação

Isto explica-se porque frutas e sementes, como uvas, maçãs, laranjas ou nozes, são digeridas e assimiladas sem esforço, sem deixar resíduos insalubres. Pelo contrário, um bocado de carne ou um prato de feijões, obrigam a um trabalho prolongado que faz com que o indivíduo se sinta repleto durante quatro ou mais horas. Naturalmente, não é possível com novos alimentos interromper esta «digestão» que, na realidade, é uma «indigestão» e, depois deum a refeição desta espécie, é preciso aguardar longas horas para ingerir outro alimento. Este processo de «indigestão» é, pois, o que infelizmente se confunde com uma alimentação «suficiente». No entanto, com esta economia, dá-se um duplo desgaste de forças: energias consumidas numa laboriosa tarefa digestiva e energias gastas em expulsar os resíduos prejudiciais desta nutrição inadequada.
As frutas, saladas e oleaginosas que não violentam os órgãos digestivos, permitem comer de vez em quando estes alimentos sem perigo de indigestão. É o que vemos nos animais: eles comem o seu pasto ou as suas frutas todo o dia e a cada momento sem esperar hora determinada.
Passando a outro aspecto do problema que nos ocupa, dizemos que, assim como o tubo digestivo começa na boca, a digestão começa na boca também. Efec-tivamente, neste órgão efectua-se a primeira parte da digestão, que segue no estômago e termina nos intestinos delgado e grosso.

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