É preciso, pois, abandonar camisolas e abafos interiores para usar os exteriores; como sejam manta ou sobretudo amplo.
Por outro lado, o calor artificial que abrigos inadequados mantêm sobre a pele, debilita o calor natural da superfície do corpo por falta de estímulo nervoso para a sua produção. Este calor é resultado da actividade funcional do organismo e já sabemos que o melhor abafo é incapaz de manter a temperatura num cadáver.
Além disso, o excesso de agasalho debilita a actividade da pele e diminui a circulação sangüínea nela, congestionando-se assim o sangue no interior do corpo,. com o que se altera o trabalho normal dos órgãos internos por congestão. Enquanto a deficiente circulação sangüínea na pele a incapacita para eliminar pelos poros, a congestão das vísceras origina febre interna, causa de putrefacções intestinais que envenenam o sangue.
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Infecções intestinais
Funções da pele
A momentânea paralisação do funcionamento da pele é origem de transtornos mais ou menos graves no organismo, chegando até à morte por intoxicação, como sucede nos casos de queimaduras que destroem grande parte dela.
A nossa pele está destinada a manter-se em permanente contacto com a atmosfera, que é o seu meio adequado como a água para o peixe, debilitando-se a sua constituição e as suas funções quando se cobre o corpo com roupas apertadas.
O abafo exagerado, como também a falta de entrada e renovação do ar sobre a pele, por erro de apertar colarinhos, mangas e calções, retêm na superfície do nosso corpo emanações doentias do seu interior, as quais são reabsorvidas pelos poros, passando ao sangue que assim se carrega novamente dessas substâncias prejudiciais que perturbam as funções orgânicas e debilitam a potência vital do organismo.
Doenças pele
A pele, verdadeiramente segundo pulmão e rim, também se incapacita para desempenhar as suas funções por falta de normal irrigação sangüínea na superfície do corpo, devido à congestão das vísceras febris. Vê-se, pois, o transtorno geral que sofre o funcionamento da máquina humana pela febre gastrintestinal, própria de todo o doente, em grau variável.
Cuidados com a pele
As nossas roupas devem ser amplas, permitindo as correntes de ar sobre a pele, e os abafos não devem ser usados interiormente mas sim superficialmente, substituindo as camisolas pelo sobretudo (*).
Sobre a pele deveremos usar roupas de linho ou algodão, nunca de lã, para facilitar a absorção das matérias expulsas pelos poros.
A terra, que é um acumulador de energias vitais, ao mesmo tempo que um agente de purificação pela sua faculdade absorvente e transformadora das matérias decompostas, deveria estar, senão constantemente em contacto com os nossos pés, que seria o ideal, pelo menos um bocado cada dia, sendo muito útil, ao levantar-se, andar sobre a terra húmida ou sobre o orvalho da relva, procurando em seguida a reacção por meio de uma activa marcha.
Os sapatos devem ser largos e de material poroso, não se compreendendo o absurdo em que caem algumas pessoas de usar solas de borracha que impedem as correntes eléctricas e magnéticas, que devem passar através do nosso corpo para purificá-lo e vivificá-lo.
Uma das causas da falta de Saúde nas cidades e, sobretudo, entre as mulheres, está na falta de cuidado da pele, a qual, impossibilitada de realizar as suas funções, mantém um estado de impurificação interna, fonte permanente de males.
O meio mais simples e ao alcance de qualquer, para activar as funções da pele, está na fricção diária com água fria, ao saltar da cama, para o que basta uma toalha mais ou menos embebida em água fria que se passa por todo o corpo desde o pescoço até os pés, sem esfregar, vestindo-se sem secar e voltando assim à cama até que desapareça a humidade.







