Muito consumido nos países asiáticos, principalmente no Japão onde é servido como aperitivo, o edamame pode se tornar uma opção mais saudável para quem gosta de pesticar no bar.
“Com o hábito do brasileiro de tomar um chòpinho, ter o edamame (a vagem cozida com sal) como acompanhamento pode se constituir um hábito alimentar saudável porque substitui as frituras normalmente consumidas como petiscos”, observou Mercedes. Ela calcula que o edamame possui 13% de proteína, teor reduzido de óleo (5,7%), e quantidades razoáveis de minerais, como fósforo (158 mg a cada 100 g), cálcio (145 mg a cada 100 g), além de vitamina BI e B2.”Seu teor de açúcares é relativamente baixo quando comparado a outros tipos de feijões e pelo seu teor de fibras (4,2 g a cada 100 g) possui poder de saciedade”.
Por enquanto, o edamame pode ser encontrado in natura no bairro da Liberdade (na capital paulista) ou no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) nos meses de janeiro a abril – período da meihor safra. A versão congelada está à venda em empórios e lojas de produtos naturais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Cuiabá, Porto Alegre e Belo Horizonte, segundo informou Eilon Schreiber um dos sócios da Kalena Foods – empresa brasileira que comercializa o edamame e os grãos da soja verde congelados e importados da China. Para os desavisados, fica a dica: a vagem do edamame não deve ser consumida, apenas os grãos que estão dentro dele.
Consumo do edamame
Alimentos com soja
Para quem nunca ouviu falar, o edamame é o nome dado á soja verde, servida como aperitivo ainda na vagem. Apesar de não conter a substância antioxidante da soja preta, ela ainda assim merece seus méritos no quesito nutrição . A soja verde consiste nas vagens colhidas quando os grãos estao totalmente desenvolvidos, mas ainda imaturos. Neste estágio, eles apresentam sabor mais suave e podem ser utilizados em saladas e na elaboração de hambúrguer e sopas, por exemplo.
A história do edamame (soja verde)
Soja= jovem, mame= grãos, é um termo japones para soja verde (natural) cozida e servida nas vagens, como um tiragosto. É o prato tradicional da cozinha japonesa feito com a soja imatura que recebe o nome de edadame.
No ano 1200 foi quando a palavra edamame apareceu no Japão pela primeira vez. Numa nota um monge budista agradecia a um mestre a vagem que havia recebido como presente no templo, contou a pesquisadora.
Curiosidades da quinua
Atualmente, 25 mil índios das etnias Qechuas e Aimaras, da Bolívia, produzem quinua de forma artesanal para o mercado interno e externo. No Brasil, a Embrapa Cerrados está tentanto cultivar a planta em território brasileiro.
Na opinião do empresário Clodomiro Carneiro, da marca Quinua Real, que viveu oito anos em comunidades indígenas daquela região, o sabor da folha de quinua (também muito consumida pelos índios) “é muito sem graça”. Apesar de ela também ser bastante nutritiva.
A planta da quinua chega a 2 metros de altura e cresce perto do maior deserto de sal do mundo – o Uyuni – onde as temperaturas chegam a 30 °C negativos.
Até pouco tempo atrás, muitos bolivianos (principalmente os que viviam nas cidades) evitavam a quinua por ela ser um alimento de índio. “Ninguém se interessava por ela porque a consideravam comida de pobre”, recorda Clodomiro.
Quinua beneficios
A quinua (se fala “quínua”, com ênfase no “i”) não é um cereal qualquer. Ela é “o” cereal -apesar de os botânicos a classificarem como um pseudocereal por ser um vegetal da mesma família do espinafre. Com mais proteína e aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não produz) do que as carnes, o leite e o ovo, a boliviana quinua está conquistando cada vez mais os vegetarianos do mundo.
Quem explica o porquê é a nutricionista Jociane Emerenciano: “Com 23% de proteínas, a quinua é atrativa para a nutrição humana. Dos seus 20 aminoácidos, 10 são essenciais. Suas proteínas são mais favoráveis do que as contidas no leite e seu valor proteico corresponde ao do ovo. Com a vantagem de que ela contém zero de colesterol”. Quer mais? A célebre quinua ainda é rica em fibras e não contém glúten, o que a torna um alimento perfeito para os celíacos – aquelas pessoas alérgicas à proteína do trigo.
Sua fama, no entanto, é recente. Principalmente aqui no Brasil, onde ela começou a ser comercializada em 2006 graças à iniciativa do empresário Clodomiro Carneiro, da marca Quinua Real, sediada em São Paulo.
Depois de morar 12 anos na Bolívia, sendo oito desses junto com os índios produtores de quinua, Clodomiro resolveu trazer o cereal para o Brasil. “Demorou quatro anos para conseguir a liberação na ANVISA, pois não havia histórico de consumo da quinua entre os brasileiros e eu tive que trazer uma série de pesquisas científicas estrangeiras que comprovavam os benefícios dela para a saúde”, relembra. E essas pesquisas não faltavam. Até a NASA, em 1993, recomendou o uso da quinua para os astronautas em órbita devido ao seu poder nutricional e praticidade no consumo. Além dos grãos (vermelho, branco e negro), que podem ser consumidos no lugar do arroz ou ainda compor um delicioso tabule, por exemplo, a quinua é encontrada em flocos – perfeito para dar aquela encorpada em salada de frutas, shakes e vitaminas. Já a sua farinha pode substituir; sem problemas, a farinha de trigo em receitas de bolos e pães. E todas essas versões mantêm as mesmas propriedades nutricionais, garante Jociane, que faz uma ressalva: “Ao introduzir a quinua na refeição deve-se ajustar a quantidade e variedade dos alimentos para adequar as necessidades nutricionais de cada um, para não exceder o consumo de nenhum nutriente”.
Vitamina D a favor do coração
Ela é conhecida como a vitamina do sol, por ser produzida com a exposição solar durante 15 minutos pela manhã. Eficiente na prevenção de doenças dos ossos, a vitamina D também pode ser boa para o coração. Segundo o médico Mauro Scharf, manter os níveis entre 30 e 40 mg/ml previne doenças cardiovasculares e imunológicas.
E por falar em câncer
De acordo com um estudo publicado em novembro no jornal Nature, 6,8 anos é o tempo que leva para células cancerígenas no pâncreas se espalharem para outros órgãos. Depois disso, são mais cerca de três anos até que a doença leve o paciente à morte. Os pesquisadores, do Centro de Pesquisa sobre o Câncer nos EUA, acreditam que esse trabalho pode ajudar oncologistas a desenvolverem novos métodos de prevenção. O tratamento preventivo por meio da comida, aliás, é o que defendem os cientistas italianos do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, que pesquisaram os efeitos da alimentação no câncer de pâncreas. Segundo eles, quanto mais frutas e verduras no cardápio, o risco de desenvolvimento da doença diminui em 40%, graças aos benefícios da vitamina C, E e os carotenoides – presentes na cenoura e no buriti, por exemplo. Enquanto a carne, segundo eles, pode dobrar o risco da doença.
Cultura vegetariana
A jornalista Priscila Gorzoni é a autora da obra que fala sobre os animais durante as principais guerras. Segundo ela, até mesmo insetos desempenharam seus papéis. “Vários animais, insetos, vermes e larvas, alguns nossos conhecidos e até companheiros domésticos, marcaram presenca nas guerras. Seja desempenhando um papel benéfico de auxílio aos feriados, seja ajudando algum dos lados a vencer a batalha”.
Fim dos testes
Pelo menos no Canadá, a noticia já se tornou realidade. De acordo com a ONG Comité de Médicos pela Medicina Responsável, em novembro, as universidades canadenses anunciaram o fim dos testes laboratoriais em animais.
A partir de agora, as faculdades de medicina do país tem que usar métodos substitutivos.










